Apresentação

Você tem noção sobre quem é essa galera?

Eu mudo sempreee?

Metamorfose ambulante ou velha opinião formada sobre tudo?

Reflexões sobre manifestações contra Reforma da Previdência.

Reforma da Previdência de 2003 (govern Lula) e 2017 (governo Temer).

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

“É que a cada dia eu acredito um pouco menos... e um pouco menos, e um pouco menos... E isso... É uma droga”, disse o protagonista de sua série preferida para sua ex namorada, por quem ele ainda era apaixonado, que estava noiva de seu melhor amigo.
Continuando a cena, a ex namorada diz que ele voltaria a acreditar. E, é claro, que no final da série ele voltou a acreditar, encontrou o amor de sua vida e realizou seus sonhos. Mas era apenas uma série, não é?
                                                
Uma vez lera que comédias românticas eram prejudiciais, pois faziam as pessoas terem esperança de que tudo daria certo no final. O protagonista sempre correria para o aeroporto e impediria que a mocinha embarcasse no avião dizendo “eu te amo”; a protagonista sempre acabaria percebendo que o cara bonitão é um idiota e ficaria com seu melhor amigo mais nerd, que ficou esperando por ela durante anos... mas os filmes nunca mostram o que acontece depois.


Ah, foda-se o que acontece depois. Ela queria ter o durante. Não a cena do aeroporto, (credo, quem quer alguém que atrapalhe sua viagem, sua carreira, seus planos?) mas o que a ficção não mostra: o sorriso ao acordar e ver um “bom dia” no WhatsApp; o frio na barriga ao imaginar o encontro do final de semana; a dorzinha no coração de cada despedida; o tesão da manhã e tudo mais que acompanha uma relação normal e saudável, incluindo os problemas.
Ela não era uma princesa da Disney. Nunca acreditou em “felizes para sempre”, ainda assim esperava encontrar alguém que estivesse na mesma sintonia. Mas a vida não é uma comédia romântica e a cada dia ela acreditava um pouco menos... e um pouco menos, e um pouco menos... E isso era uma droga.