domingo, 22 de setembro de 2019
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O estudo da língua
No calor das bocas morrem as palavras que não precisam mais ser ditas. Da morte das palavras nascem os sussurros, os gemidos, os gritos sufocados. Não é preciso verbalizar. Há outras maneiras de comunicar. Gestos, entonações. Isso faz parte da análise conversacional. Pode parecer tonto, simplista, mas, ao dizer "não para", depreende-se que estamos gostando, que estamos atingindo o ápice. A isso chamamos pragmática. Sob uma outra análise, o uso do imperativo constitui-se como um ato de fala. Pedir, ordenar, implorar são ações, afinal. E tudo faz parte de algo muito maior. O gemido é uma atitude responsiva, o que significa que seu corpo no meu é um enunciado concreto. Nós somos um texto coeso e coerente o suficiente para ser um todo dotado de sentido dentro da nossa esfera de atividade humana. Um belo exemplo de gênero discursivo. Quanto ao estilo, este é individual e social, respectivamente, uma vez que depende dos nossos valores axiológicos. Por isso o nosso é único. E dentro desta relação dialógica e polifônica, há ainda algo novo: a multimodalidade, que nos permite significar de várias maneiras, usando e abusando das multisemioses.






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